As
tradicionais técnicas sorológicas para avaliar a infecção por
Toxoplasma gondii têm algumas limitações para detectar a época
(fase aguda ou pregressa) da infecção e tem causado alguns
problemas de interpretação principalmente para o Clínico e
especialmente para o Obstetra.
Há alguns anos atrás,
uma reação sorológica com anticorpos IgG e IgM positivas em
gestante, era interpretada como infecção aguda com possível
risco para o feto. Esta linha de raciocínio era aplicada não
somente para a Toxoplasmose, mas também para Rubéola e
Citomegalovírus. Atualmente esta interpretação não está sendo
mais aplicada.
Com o desenvolvimento de novas técnicas
imunoenzimáticas, imunofluorimétricas, quimioluminescentes e
um aumento significativo de solicitações de exames e
conseqüentemente um número maior de casos positivos,
observa-se que os anticorpos IgM podem persistir por muitos
meses e em alguns casos até por 1 ou 2 anos. Estas situações
foram evidenciadas por diversos autores, onde em 30% dos casos
os anticorpos persistiram por 6 meses e 20% por 12 meses.
Outros autores detectaram anticorpos residuais de Toxoplasma
gondii até 18 meses após a fase aguda.
Dois fatores devem
ser considerados para justificar a solicitação de um teste de
AVIDEZ DE IgG para Toxoplasmose. O primeiro é de que o
resultado da pesquisa de anticorpos IgG e IgM são
positivos. A segunda é de que os níveis de anticorpos IgM sejam
baixos (residuais). Por esta razão, é importante que os
laboratórios quantifiquem os níveis de anticorpos e não
simplesmente forneçam o resultado positivo.
O
que é o teste de avidez dos anticorpos IgG
?
Um método
descrito por Hedman em 1989 que se baseia na distinta força da
união entre antígeno e anticorpo na infecção aguda e na
crônica5. Nas primeiras fases da doença predominam as IgG com
baixa avidez enquanto que na fase crônica se produzem uma
situação contrária. Na realidade, existem IgG de elevada e
baixa avidez, sempre e o que varia, é a proporção relativa de
um ou outro tipo, dependendo da fase da
enfermidade.
Testes de
avidez de IgG atualmente disponíveis nas rotinas de
Laboratório: para diagnóstico de Toxoplasmose, Citomegalovírus
e Rubéola.
Como interpretar o resultado
?
Diferentes valores
de referência têm sido usados, dependendo do método aplicado.
O Laboratório Alvaro desenvolveu há 2 anos um método manual
(ELISA) e usava valores de referência diferente dos
atuais.Devido ao grande de número variáveis que poderiam
eventualmente interferir no resultado e após testes
comparativos de validação, optou-se por uma nova metodologia e
hoje usa na rotina um método automatizado através de
quimioluminescência (Liaison Diasorin).
Valores:
| < 20% |
=
Avidez baixa |
| 20
a 25% |
=
Avidez moderada |
| > 25% |
=
Avidez elevada |
Avidez
baixa, sugere infecção recente adquirida a menos de 4
meses. Avidez moderada, não exclui uma infecção
recente. Avidez elevada, pode excluir infecção primária
adquirida há mais de 4 meses.
Quais as limitações do teste
?
A avidez de
anticorpos para um dado antígeno é um fenômeno biológico, e
por esta razão, variações individuais da resposta imunológica
podem naturalmente ser encontradas. Portanto, o teste de
avidez é mais uma ferramenta usada para definir o provável
período da infecção e o seu uso, é como um teste auxiliar para
caracterizar se a infecção é aguda ou pregressa quando a
reação sorológica com IgM é positiva em um paciente
assintomático.
AVIDEZ DE IgG para
Toxoplasmose: Cód:
AVIDET Rotina: 3ª , 5ª
Feiras Resultado:
24h Método:
Quimioluminescência Material:
Soro
AVIDEZ DE IgG para
Citomegalovírus: Cód:
AVICI Rotina: 3ª , 5ª
Feiras Resultado:
24h Método:
Quimioluminescência Material:
Soro
Bibliografia
Bibliografia
1. Suter, B.J., Blatter, S., Bittar, M.,
Viollier EH. Toxoplasmosis IgG avidity: what
importance does it have in pregnancy? Schweiz Med
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