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Notícias Científicas
Fator V de Leiden
Detecção de Mutação no Fator V pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)

Uso:
Detecção da mutação de Leiden no gene do fator V da coagulação,
levando em consideração o quadro de risco aumentado de
Trombose Venosa.

 A trombose venosa é uma doença multifatorial com forte componente genético. Uma mutação de G->A no nucleotídeo 1691 do gene para o fator V da coagulação, resultando numa substituição de aminoácido Arg->Gln na posição 506 da molécula do fator V de Leiden, é um importante fator de predisposição à trombose venosa1. A frequência dessa mutação têm sido estimada entre 20 à 50% em pacientes tromboembólicos e de 5% na população controle saudável. Essa mutação pode ser detectada diretamente no gene do Fator V através da técnica de PCR.
 
 A técnica1 de PCR utilizada permite analizar o genótipo com pouco volume de sangue total coletado com o anticoagulante EDTA. O sangue pode ser armazenado a 4oC por vários dias. Após a extração do DNA genômico humano no sangue, o método de PCR permite a detecção dessa mutação 1691G->A no gene para o Fator V. Os resultados são expressos em: paciente como sendo homozigoto normal (wt/wt), heterozigoto (wt/mut), e homozigoto afetado (mut/mut). O homozigoto normal possui duas cópias do alelo normal (wt/wt), o heterozigoto possui uma cópia do alelo normal e uma cópia do alelo com mutação (wt/mut), e o paciente homozigoto afetado possui duas cópias do alelo com a mutação (mut/mut). 
 
 Os indivíduos heterozigotos para essa mutação possuem um risco aumentado de 5 a 10 vezes de desenvolver trombose venosa2 em comparação com homozigotos normais. Em indivíduos homozigotos para essa mutação, o aumento em risco é de 50 a 100 vezes de desenvolver trombose venosa.
 Com o objetivo de implantar e optimizar a detecção da mutação de 1691G->A no gene para o fator V de Leiden, no Laboratório Alvaro, foram realizados testes com uma quantidade significativa de amostras controle normais e mutantes utilizando uma técnica publicada por Hezard et al. (1997) e um kit disponível comercialmente. Todas as amostras testadas pelas duas técnicas forneceram os mesmos resultados. Para confirmar os resultados obtidos no Laboratório Álvaro, metade das amostras foram testadas em outro laboratório de biologia molecular, onde houve a confirmação de todos os resultados. Os resultados obtidos confirmaram a sensibilidade, a especificidade e a importância do teste publicado por Hezard et al (1997), e adotado pelo Laboratório Alvaro, para a detecção da mutação 1691G->A, que é o fator de risco genético mais comum para trombofilia familiar.

Rotina: Diária
Resultado: 7 dias
Método: PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase)
Material: Sangue Total com EDTA
Transporte: Sob refrigeração

Bibliografia

Bibliografia
1. Hezard N, Cornillet P, Droullé C, Guillot L, Potron G, Nguyen P (1997).
Factor V Leiden: Detection in whole blood by ASA PCR using an additional mismatch in antepenultimate position. Thrombosis Research 88, 59-66. 
2. Dahlback B (1995). Inherited thrombophilia: resistance to activated protein C as a pathogenic factor of venous thromboembolism. Blood 85, 607-614.

É permitida a reprodução dos textos pelos laboratórios conveniados ao Laboratório Alvaro, mediante a citação da fonte.
 
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