O câncer de ovário é o tipo de câncer ginecológico de maior causa de morte nos Estados Unidos. Entre as mulheres, é o quarto mais letal tipo de câncer(1). Não há dados específicos ao Brasil. Sabe-se que os estágios iniciais deste tipo de câncer são assintomáticos, sendo o seu diagnóstico frequentemente realizados em estadios tardios da doença. Até recentemente, não havia marcador biológico sanguíneo que pudesse sugerir a presença deste tipo de tumor. Entretanto, Mor e colaboradores(2), demonstraram um teste baseado em uma análise estatística de um conjunto de marcadores e que podem diferenciar os indivíduos saudáveis daqueles com carcinoma de ovário. Dos 35 marcadores estudados, um conjunto de quatro deles (leptina, prolactina, fator de crescimento semelhante à insulina tipo 2 (IGF-2), e osteopontina) foram capaz de determinar as pacientes com carcinoma com 95% de especificidade e sensibilidade. É importante salientar que nenhum destes marcadores isoladamente foi capaz de discriminar pacientes saudáveis da população com carcinoma de ovário. Os dados apresentados são muito promissores para o diagnóstico precoce e consequentemente tratamento e cura do carcinoma de ovário. O modelo estatístico apresentados por Mor e colaboradores(2) estão em fase final de implantação no Laboratório Álvaro.