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Notícias Científicas
Hepatite C e o Auxílio Laboratorial
Dr. Fabiano Sandrini MSc. PhD.

Nos últimos anos, a hepatite viral vem apresentando um aumento de sua incidência. No mesmo período, houve uma melhor interpretação dos exames complementares, assim como surgiram novos exames para auxiliar no diagnóstico e conduta dos indivíduos infectados. Recentemente a sociedade brasileira de hepatologia apresentou um consenso sobre diagnóstico e conduta nas infecções hepáticas pelos vírus tipo C.

Aqui, resumiremos os dados dos respectivos consensos no qual estabelece critérios para a utilização de exames complementares na conduta das hepatites causadas pelos vírus dos tipos C.

O consenso apresentado pela sociedade brasileira de hepatologia ressalta a importância dos exames complementares para o diagnóstico da infecção pelo HCV. Inicialmente, deve ser realizada a pesquisa de anti-HCV, pelo método de ELISA II ou III e a confirmação deve ser feita pela determinação qualitativa do RNA do HCV. Naqueles pacientes em que não foi observado RNA do HCV, mas que possuam fatores de risco para a infecção por HCV, é recomendada a repetição da detecção de RNA do HCV em 6 meses para validar a ausência de viremia.

Em pacientes imunossuprimidos (usuários de drogas ilícitas injetáveis, indivíduos transfundidos antes de 1993, profissionais de saúde com exposição ocupacional documentada, parceiros sexuais de portadores do VHC, pacientes transplantados antes de 1993, pacientes em hemodiálise, neonatos de mães portadores do VHC, pacientes com HIV e pacientes com alterações de aminotransferasea) a detecção do RNA viral deve ser solicitada independentemente do resultado do anti-HCV.

O diagnóstico da hepatite aguda pelo HCV é confirmado em pacientes com detecção de RNA do HCV e o anti-HCV inicialmente negativo ou quando houver soroconversão.

A genotipagem é fundamental para avaliar a orientação terapêutica dos portadores de hepatite C crônica. A formas mais freqüentes observadas no Brasil (genótipos 1, 2 e 3) apresentam condutas diferentes para cada genótipo.

A carga viral deve ser realizada, de um modo geral, antes do início do tratamento e 12 semanas após. Entretanto, é imprescindível para avaliação da carga viral que a técnica da quantificação do RNA seja padronizada e expressa em valores absolutos.

Naqueles em que só houve queda da carga viral neste período e não houve negativação do RNA HCV, deverá ser realizada determinação qualitativa do RNA na 24ª semana, e se positiva o tratamento deve ser interrompido.

Bibliografia

Sociedade Brasileira de Hepatologia. Consenso Sobre Condutas nas Hepatites Virais B e C. Agosto de 2005. (www.sbhepatologia.org.br) Acesso em 19 de dezembro de 2005.

 
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