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Notícias Científicas
TSH no Hipotireoidismo Subclínico.
Dr. Fabiano Sandrini MSc. PhD.

Hipotireoidismo é uma das mais comuns doenças endócrinas. Estima-se que 2% das mulheres e 0,2% dos homens apresentam hipotireoidismo resultante de doença da glândula tireóide (primário). Apesar das formas clínicas evidentes facilmente reconhecidas por médicos, muitos dos hipotireoidismos apresentam formas frustas, muitas vezes denominados de hipotireoidismo subclínico, e o diagnóstico é realizado exclusivamente pelo auxílio laboratorial1.

Laboratorialmente, o hipotireoidismo primário é caracterizado por baixos níveis de hormônios tireoidianos (tiroxina (T4), tiroxina livre (T4l) e triiodotironina (T3)) e valores elevados de hormônio tireotrófico (TSH). Entretanto, nos hipotireoidismo subclínicos os valores de T4l estão dentro dos limites da normalidade e TSH “elevados”.

Tratamento inadequado de hipotireoidismo subclínico pode resultar em complicações como osteoporose e aumento de riscos cardiovasculares2-4. Apesar de o diagnóstico de hipotireoidismo subclínico ser bem reconhecido, os valores considerados normais de TSH é que se mantém em discussão. De um modo geral, os “kits” comerciais sugerem o valor superior normal de TSH é de 4,5mUI/L. A Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos, em 2003, sugeriu valores superiores à 3,0 mUI/L como sugestivos de hipotireoidismos subclínicos5. Os valores de TSH da população norte-americana, livre de doença tireoidiana, variam de 0,5 a 5,52 mUI/L6. Ainda, não há evidências de benefícios da reposição com levotiroxina em pacientes com níveis de TSH entre 5 e 10 mUI/L7.

Recentemente, em uma revisão sobre as evidências relacionadas às alterações do TSH no hipotireoidismo primário, sugere-se a manutenção dos limites superiores de normalidade de TSH em 4,5 mUI/L. Ainda, esta mesma revisão questiona a vantagem de tratamento em hipotireoidimsos subclínicos com valores de TSH entre 5 e 10 mUI/L8.

Bibliografia

 

   1.   Ladenson, P. W. et al. American Thyroid Association guidelines for detection of thyroid dysfunction. Arch. Intern. Med. 160, 1573-1575 (2000).

   2.   Parle, J. V., Maisonneuve, P., Sheppard, M. C., Boyle, P. & Franklyn, J. A. Prediction of all-cause and cardiovascular mortality in elderly people from one low serum thyrotropin result: a 10-year cohort study. Lancet 358, 861-865 (2001).

   3.   Bauer, D. C., Ettinger, B., Nevitt, M. C. & Stone, K. L. Risk for fracture in women with low serum levels of thyroid-stimulating hormone. Ann. Intern. Med. 134, 561-568 (2001).

   4.   Sawin, C. T. et al. Low serum thyrotropin concentrations as a risk factor for atrial fibrillation in older persons. N. Engl. J. Med. 331, 1249-1252 (1994).

   5.   Cobin, R. H. Thyroid hormone excess and bone--a clinical review. Endocr. Pract. 1, 404-409 (1995).

   6.   Hollowell, J. G. et al. Serum TSH, T(4), and thyroid antibodies in the United States population (1988 to 1994): National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES III). J. Clin. Endocrinol. Metab 87, 489-499 (2002).

   7.   Kong, W. M. et al. A 6-month randomized trial of thyroxine treatment in women with mild subclinical hypothyroidism. Am. J. Med. 112, 348-354 (2002).

   8.   Surks, M. I., Goswami, G. & Daniels, G. H. The thyrotropin reference range should remain unchanged. J. Clin. Endocrinol. Metab 90, 5489-5496 (2005).

 

 
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