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Notícias Científicas
Determinação de RH Fetal - Inovação contra a Doença Hemolítica do Recém-Nascido

      A doença hemolítica do recém nascido (DHRN) é causada pela incompatibilidade do sistema Rh entre o sangue materno e o sangue fetal (Mackenzie et al, 1999).  Previamente a 1970, a DHRN era uma significante causa de morbidade e mortalidade fetal e neonatal (Daniels et al, 2004), onde era observado em 15% das grávidas.

     A genotipagem do grupo Rh fetal é muito importante, principalmente em mulheres Rh negativo, que tem um risco de desenvolver a DHRN; e que quando mais cedo for diagnosticada, maiores a chance de ela não ocorrer. A pré e pós administração de imunoglobulina Rh (RhIG) tem diminuído drasticamente a incidência da DHRN (Legler, 2002). Até recentemente, para se obter células fetais eram realizados procedimentos invasivos que apresentavam um risco para o feto, além de serem disponíveis em apenas alguns centros. Por exemplo, a amniocentese tem um risco de 0,5 a 1% de causar aborto espontâneo (Wilson, 2000) e um risco de 17% de o feto ter hemorragia transplacentária (Tabor et al, 1987) o que aumentaria o risco de DHRN caso o feto seja Rh positivo.

     Atualmente o uso de DNA fetal de células livres circulante no sangue materno tem atraído o interesse de clínicos, pois fornece uma fonte de material genético para a análise de células fetais, uma vez isoladas do sangue materno (Bianchi, 1990). Em 1997, Lo et al. foram os primeiros a mostrar a presença de células livres de DNA fetal no plasma de mulheres grávidas.

     Para a determinação do Rh fetal, é pesquisada a presença do gene codificador da proteína Rhesus na circulação materna. Ao assumir a gestante Rh negativo (ausência do gene RHD), a presença de fragmentos deste gene caracteriza o Rh fetal como “positivo”. Para diagnósticos moleculares confiáveis o DNA fetal tanto em plasma como no soro deve estar presente em quantidades suficientes; e a variação da concentração do DNA fetal do plasma e soro em relação à semana de gravidez, para um diagnóstico pré-natal mais cedo (Lo et al., 1999). Como a interferência terapêutico/clínica é realizada somente entre as 27-28ª. semanas de gestação, a presença de DNA fetal na circulação materna neste período é considerada abundante diante da sensibilidade do método. Entretanto, é importante salientar a presença de um “pseudo-gene” em uma parte da população de indivíduos de origem africana. Os métodos atuais são possíveis detectar e determinar estes “pseudo-genes”. 

     Aproximadamente 15% das grávidas caucasianas são potencialmente um risco para a doença hemolítica severa do feto e recém nascido devido a imcompatibilidade do sistema Rh (Mackenzie, IZ, 1999). Anteriormente a 1970, a doença hemolítica do feto e recem nascido era uma significante causa de morbidade e mortalidade fetal e neonatal. (Daniel set al, 2004).

     A determinação pré-natal do genótipo RhD do feto é benéfica no controle de grávidas Rh negativas, se a mulher foi sensibilizada ou não (Sciellour CRL, et al; 2004).

     O DNA fetal obtido através de métodos invasivos, como a amniocentese, carrega um risco de aborto espontâneo (Wilson, 2000).

 

 

Bibliografia
1 Bianchi DW et al. Isolation of fetal DNA from nucleated erythrocytes in maternal blood. Proc.Natl.Acad.Sci. USA 87:3279-3283,1990.
2  Daniels G, Finning K,  Martin P, Soothill P. Fetal blood group genotyping from DNA from maternal plasma: an important advance in the management and prevention of haemolytic disease of the fetus and newborn. Vox Sanguinis, 2004; 87; 225-232.
3  Lo YMD, Zhang J, Leung TN, Lau TK, Chang AMZ, Hjelm NM. Rapid clearance of fetal DNA from maternal plasma. Am.J.Hum.Genet., 64:218-224,1999.
4  Legler TJ, Lynen R, Maas JH, Pindur G, Kulenkampff D, Suren A, Osmers R, Kohler M. Prediction of fetal Rh D and Rh CcEe phenotype from maternal plasma with real-time polymerase chain reaction. Trans.Aph.Sci.,27:217-223, 2002.
5  Mackenzie IZ, Bowell P, Gregory H, Pratt G, Guest C, Entwistle CC. Routine antenatal Rhesus D immunoglobulin prophylaxis: the results of a prospective 10 year study. Br.J.Obstet. Gynaecol, 1999;160:492-7.
6 Tabor A, Bang J, Norgaard-Pedersen B. Feto-maternal haemorrhage associated with genetic amniocentesis: results of a randomized trial. Br.J.Obstet.Gynecol., 94:528-534, 1987.
7 Wilson RD. Amniocentesis and chorionic villus sampling. Curr.Opin.Obstet.Gynecol., 12:81-86,2000.
 
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