A gripe aviária com sua equivalência em humanos é transmitida pela inalação de gotículas, por contato direto e, talvez, por contato indireto para o trato respiratório superior ou para a mucosa conjuntiva. No caso das infecções da gripe humana A (H5N1), as evidências são consistentes com a transmissão ave/ser humano, possivelmente meio ambiente/ser humano.1,2 Estima-se que a gripe aviária apresenta grandes possibilidades de apresentar infecções em território brasileiro. Atualmente, o único tratamento eficaz para a doença, é a utilização de anti-virais específicos de inicio precoce.
Para o diagnostico e confirmação laboratorial da gripe pelo H5N1, deve ser utilizado práticas de alta sensibilidade, especificidade e de resultado em curto tempo.3 Há vários métodos disponíveis (cultura viral, imunofluorescencia, etc.), a identificação viral por método de biologia molecular é o mais adequado para cumprir as exigências acima citadas3. A identificação da presença do RNA viral em secreção de orofaringe é considerada o método que melhor se adapta aos requisitos acima4. Os ensaios de antígeno rápido podem ajudar a apoiar o diagnóstico da infecção por vírus da gripe A, mas apresentam baixo valor prognóstico negativo e não têm especificidade para o vírus da gripe A (H5N1). A detecção do RNA viral nas amostras respiratórias parece oferecer a maior sensibilidade para a identificação precoce, mas essa sensibilidade depende muito dos preparadores e do método de ensaio3.
Não há descrição que confirme a transmissão do vírus H5N1 de humano para humano. Recentemente, foi aventada esta hipótese em um grupo de indivíduos de uma mesma família. A importância deste fato estah não somente no fato do risco da transmissão homem/homem, mas na possibilidade da alteração do genoma do vírus e conseqüente dificuldade de sua identificação. Entretanto, dados da OMS sobre o sequenciamento viral deste grupo de pessoas demonstram a integridade do genoma viral5.